MPCE pede prisão preventiva de prefeito suspeito de abusos sexuais

Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu à Justiça a prisão preventiva do médico José Hilson de Paiva, prefeito afastado de Uruburetama investigado por crimes contra a dignidade sexual. Segundo a promotoria, o acusado pode comprometer o andamento das investigações por sua “influência no município e no meio político”.
O ginecologista de 70 anos foi denunciado por, pelo menos, 63 violações sexuais mediante fraude, o mesmo crime pelo qual responde o médium João de Deus. A denúncia foi divulgada pelo Fantástico, na noite do último domingo (14/07/2019). Nas filmagens, o médico chama as vítimas de “bebê” enquanto abusava delas.
De acordo com o MPCE, o pedido de prisão preventiva “se fundamenta no fato de que, mesmo afastado das funções de prefeito e médico, Paiva é considerado influente no município e no meio político estadual, sendo capaz de, diretamente ou por interpostas pessoas, coagir, constranger, ameaçar, corromper”, enfim, praticar atos tendentes a comprometer a investigação do MP e da Polícia Civil. O requerimento da Promotoria ratifica representação de prisão preventiva da Polícia Civil.
Investigação
Depois da divulgação dos primeiros vídeos, em março de 2018, a Promotoria de Justiça de Uruburetama instaurou uma investigação a partir do relato de quatro mulheres, que se identificaram como vítimas do então prefeito. Assim, o MPCE solicitou informações à Polícia Civil, que logo depois resolveu abrir o inquérito policial.
O inquérito foi concluído em dezembro de 2018, e a polícia sugeriu o arquivamento. O MPCE requisitou novas diligências. Na área cível, a promotoria ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa em desfavor do então prefeito, no final de 2018.
Investigação
Depois da divulgação dos primeiros vídeos, em março de 2018, a Promotoria de Justiça de Uruburetama instaurou uma investigação a partir do relato de quatro mulheres, que se identificaram como vítimas do então prefeito. Assim, o MPCE solicitou informações à Polícia Civil, que logo depois resolveu abrir o inquérito policial.
O inquérito foi concluído em dezembro de 2018, e a polícia sugeriu o arquivamento. O MPCE requisitou novas diligências. Na área cível, a promotoria ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa em desfavor do então prefeito, no final de 2018.
