Mulher denuncia assédio sexual em vagão do metrô de Brasília

Uma mulher que estava em um trem da Companhia Metropolitana do DF (Metrô/DF)denunciou à Polícia Civil ter sofrido assédio sexual durante o trajeto Taguatinga—Ceilândia, próximo à estação Praça do Relógio, na segunda-feira passada (24/5). De acordo com informações da corporação, por volta das 18h15, um homem aproximou-se por trás da vítima e cometeu o abuso. A vítima, então, teria se virado imediatamente para o agressor, fazendo com que ele se afastasse. Ainda não se sabe a identidade do homem. O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).
Outra passageira registrou a ação por meio do celular. No momento em que as mulheres desembarcaram do vagão, o suspeito chegou a segui-las, mas desistiu quando a vítima disse que chamaria os seguranças do Metrô. Segundo elas, o agressor respondeu: “Isso aqui não dá nada mesmo”. Ele, então, entrou em outro trem, no sentido oposto ao que vieram, e fugiu.
Na delegacia, os agentes tiraram um print da tela do vídeo em que aparece o suspeitopara ajudar as investigações. Em nota, o Metrô/DF informou que os empregados são orientados a atender as vítimas e a sugerir que elas façam a ocorrência em delegacias. Informou, ainda, que vai apurar se houve falha no atendimento à usuária.
Sobre as ações para garantir a segurança, principalmente de passageiras, a empresa informou que, desde 1º de setembro de 2015, há um vagão exclusivo para mulheres e deficientes durante todo o dia. Para usufruir do direito, os usuários devem utilizar sempre o primeiro carro do trem, o chamado carro líder, localizado logo após a cabine do piloto.
Também foi feita a campanha “Não existem desculpas: assédio sexual é crime” a fim de coibir assédio sexual e orientar as vítimas. O cartaz da campanha, colocado nos trens e nas estações, chama a atenção dos usuários para a importância de se formalizar denúncia ao Corpo de Segurança Operacional (CSO) do Metrô-DF, à polícia ou à Deam.
Em 2016, cinco vítimas relataram assédio no sistema por meio da Ouvidoria. Em 2017, foram duas (uma dessas duas denúncias foi feita por um usuário do sexo masculino, que denunciou a conduta de outro).
fonte:

Metrópoles

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