Operação contra tráfico de armas e feita em Valparaíso, Novo Gama, Santa Maria e Gama
Pelo menos 180 policiais civis estão nas ruas do Distrito Federal e Região do Entorno, nesta sexta-feira (23/3), para cumprir 65 mandados de prisão e de busca e apreensão contra o tráfico de armas. Entre os alvos da operação, batizada de Shooter (atirador), estão militares, ex-militares do Exército e colecionadores.
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram quando a corporação percebeu a movimentação de grupos vendendo armas de uso restrito e permitido na capital do país, alimentando outras organizações criminosas.
Há equipes espalhadas pelas regiões do Cruzeiro, Santa Maria, Jardim Botânico, Guará, Gama, além de Valparaíso de Goiás e Novo Gama.
Operação Paiol
Os traficantes de armas entraram na mira da PCDF no início do mês, com a deflagração da Operação Paiol. Segundo as investigações, sete armas e dezenas de munições para revólveres e pistolas eram comercializadas semanalmente por uma quadrilha desarticulada no dia 7 de março.
A origem do arsenal, que ficava nas mãos de traficantes e organizações criminosas, ainda é apurada pela 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Sul). A suspeita é que sejam compradas no Paraguai.
O bando, liderado pelo ex-militar do Exército Brasileiro e ex-policial militar de Goiás Pedro Henrique Freire de Santana, que está preso, teria facilidade para consegui armas curtas e longas em cidades paraguaias, fronteiras com o Paraguai. A moeda de troca, muitas vezes, eram carros roubados e furtados no Distrito Federal, que, após clonados, eram levados para comerciantes de armas paraguaios, além de celulares roubados.
A imagens que flagram Pedro Santana em ação negociando a venda de armas e munições nas ruas do DF. Todas as pistolas que costumavam ser vendidas e alugadas pelo bando são de calibres 9 milímetros e .40, ambas de uso restrito das forças armadas. Cada uma era alugada por cerca de R$ 400 enquanto as munições eram vendidas por R$ 12 cada.

