Polícia prende grupo que revendia no DF máquinas agrícolas roubadas

A Polícia Civil do Distrito Federal, em conjunto com a de Goiás, deflagou nas primeiras horas dessa terça-feira (14/3) uma megaoperação para desarticular uma quadrilha que receptava máquinas agrícolas roubadas no estado vizinho. Serão cumpridos três mandados de prisão e seis de busca e apreensão em casas e apartamentos de Águas Claras e Vicente Pires, além de uma fazenda em Brazlândia.

O líder do grupo, que ainda não teve o nome divulgado, está entre os alvos dos mandados. Ele já possui passagens na polícia por tráfico de drogas. A quadrilha, que se instalou no DF, comprava os equipamentos roubados a preços reduzidos e os revendia.

Ainda não foi possível estimar o prejuízo total causado pelo grupo. No entanto, ao menos oito máquinas já foram identificadas na capital federal e no Pará. Os tratores e máquinas agrícolas eram avaliados entre R$ 200 mil e R$ 600 mil cada.

Carros importados usados pelos criminosos também serão apreendidos na ação da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), do DF, e da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), de Goiás.

Outras prisões
Em outubro do ano passado, a polícia de Goiás prendeu oito pessoas suspeitas de cometerem os roubos. Eles foram surpreendidos pelos investigadores quando seguiam para um assalto no município de Silvânia.

O grupo é formado por goianos e paraenses. Os suspeitos eram investigados em pelo menos sete inquéritos policiais por crimes cometidos na zona rural dos municípios de Acreúna, Trindade, Aparecida de Goiânia e Santa Cruz.

Cárcere privado
O grupo era bem organizado e os integrantes tinham funções definidas: parte era responsável por render as vítimas, outra se encarregava do transporte dos produtos até Goiânia. Julio Cesar Soares Nery, de 40 anos, dono de uma loja de manutenção em tratores, em Goiânia, tinha a função de escolher e determinar quais equipamentos seriam roubados. Ele também fazia a venda dessas máquinas e falsificava notas fiscais.

A investigação constatou que durante os roubos os criminosos mantinham as vítimas em cárcere privado até que conseguissem deixar os equipamentos em um local seguro, na tentativa de dificultar o trabalho da polícia. Em alguns casos, as máquinas seguiam rodando pelas rodovias. Em outros, os tratores eram transportados por caminhões.

Além de Julio Cesar, foram presos no ano passado Adrinei Cardoso Barbosa, 32 anos, com passagem pela polícia por porte de arma; Fernando Barcelos de Sena, 24; Rubens Moreira Lopes, 34; Wilson Conceição de Oliveira, 25, com passagem por receptação; Vanderlei da Silva Santos, 29; Kaio Andrade Bugre, 20; e Lucas Guilherme Santos, de 21 anos. Os dois últimos com passagem por roubo.

fonte:

Metrópoles

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