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Polícia turca dispersa manifestação pró-internet

Internacional

9 anos atrás

A polícia turca dispersou na noite deste sábado, na Praça Taksim, em Istambul, um protesto contra uma polêmica lei que fortalece o controle sobre a internet aprovada pelo Parlamento e defendida pelo primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan.

Mais de 2.000 pessoas se reuniram nos arredores desta praça central do lado europeu da cidade, símbolo da revolta anti-governo de junho do ano passado, aos gritos de “Não toque em minha internet”, constatou um jornalista da AFP.

A polícia de choque, que bloqueou o acesso à praça, usou canhões de água e gás lacrimogêneo para afastar a multidão em direção a avenida Istiklal, enquanto os manifestantes disparavam fogos de artifício contra a polícia.

“O fato de o governo fuçar os arquivos dos internautas, é como se fuçasse nossas vidas privadas”, reagiu a estudante Gamze.

Burak, um jovem manifestante, lamentou, por sua vez, o crescente autoritarismo do regime de Erdogan, à frente da Turquia desde 2002: “Uma das últimas liberdades que nos resta é a internet, e eles querem restringi-la”.

Mais cedo, na presença de milhares de partidários na mesma cidade, Erdogan defendeu com veemência a lei que a sua maioria, muito criticada na Turquia e no exterior, fez votar no Parlamento, dizendo que a lei faz a internet “mais livre”.

“Não há, absolutamente, nenhuma censura na internet com estas disposições (…) Ao contrário, elas tornam a rede um ambiente mais seguro, mais livre”, assegurou em um discurso durante a cerimônia de inauguração de uma série de projetos urbanos em Istambul.

Ele também negou que as informações pessoais dos internautas serão expostas ao controle do governo, como alegado pelos críticos da lei.

O Parlamento turco, onde o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, do movimento islâmico) de Erdogan dispõe de uma grande maioria, votou na quarta-feira uma lei que fortalece o controle sobre a internet, causando uma onda de protestos contra o que os críticos veem como uma medida autoritária do governo turco, já atingido por um escândalo de corrupção sem precedentes.

Estas medidas permitem que a Autoridade de Telecomunicações do Governo (TIB) bloqueie, sem qualquer ordem judicial, qualquer site que contenha informações que atentem “à privacidade” ou considerados “discriminatório ou ofensivo”.

A TIB também pode solicitar acesso a qualquer informação sobre sites visitados por um usuário.

Os opositores da lei instaram de forma unânime o chefe de Estado Abdullah Gül a não promulgar e a reenviá-la ao Parlamento.

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