Policial Militar que matou vigilante no Gama é preso

O policial Yuri Rafael Rodrigues da Silva Miranda está preso em um batalhão da Polícia Militar de Goiânia. O cabo da PM de Goiás é acusado de matar a tiros o vigilante Kássio Enrique Ribeiro de Souza, 26 anos, durante uma festa em uma chácara no Gama, realizada no dia 23 de outubro do ano passado.

A informação foi confirmada pelo advogado de Yuri, Divaldo Theóphilo de Oliveira Netto. Segundo ele, o mandado de prisão foi expedido na quarta-feira (3/5) e cumprido no dia seguinte. O defensor afirmou que tentará reverter a decisão com um pedido de habeas corpus.

A prisão do policial militar ocorreu seis meses após o crime. Neste período, Yuri seguiu na corporação em função administrativa. Ele estava lotado no 19º BPM de Goiás, localizado no Novo Gama (GO), no Entorno de Brasília.

“Tem sido muito difícil esses seis meses sem o Kadu”, disse a viúva Érica Carvalho

A situação causou revolta na família da vítima. “Tem sido muito difícil esses seis meses sem o Kadu”, disse a viúva Érica Carvalho. Grávida na época do crime, há duas semanas, ela deu à luz à segunda filha e depende da ajuda da mãe para sustentar a casa onde mora, em Luziânia (GO).

A ação criminal contra Yuri chegou ao Tribunal do Juri do Gama em dezembro do ano passado e segue em tramitação até o momento. No dia do crime, o acusado conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade. Uma decisão preliminar estabeleceu apenas que o réu devia manter-se distante 200m da família da vítima ou de testemunhas, além de apresentar-se mensalmente a um cartório.

No processo, disponível no site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, consta que a primeira audiência sobre o caso está marcada para o dia 8 de junho. O PM é acusado de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e sem possibilidade de defesa da vítima).

Relembre o caso
O crime ocorreu no estacionamento da Mansão Millenium, na Quadra 50 do Gama. Segundo testemunhas, Yuri estava à paisana, dentro de um carro parado em local proibido. Ele e o motorista teriam sido questionados por Kássio, ou Kadu, como a família chamava a vítima. De acordo com as testemunhas, o segurança pediu a retirada do veículo. Yuri não teria gostado.

Ainda de acordo com testemunhas, o PM, que estaria bêbado, sacou a arma e disparou cinco vezes contra a vítima. Um dos tiros acertou o rosto de Kadu.

No momento do homicídio, a mãe de Kadu estava no local. Iberenice Ribeiro dos Santos também trabalhava no dia como vigilante e era responsável por fazer revistas femininas na festa. Ela viu o momento em que o filho foi atingido e entrou em desespero.

 

 

fonte:

Metrópoles

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