“Precisamos engajar toda a sociedade nessa luta”, diz Éricka Filippelli sobre políticas para mulher

A Secretaria da Mulher ainda não tem regimento interno aprovado. Isso atrapalha o sucesso do trabalho?
O regimento interno será publicado tão logo saia a estrutura da Secretaria da Mulher. Temos feito entregas importantes e contamos com o apoio de todas as secretarias do Governo. As dificuldades do dia a dia são superadas com o apoio e a união dos gestores, por determinação do governador Ibaneis.
Como trabalhar em políticas para a mulher numa sociedade que aparentemente está mais machista?
Precisamos engajar toda a sociedade nessa luta e, para isso, criamos diversas frentes de trabalho, por exemplo, a Rede Sou Mais Mulher, que tem objetivo de realizar parcerias com instituições públicas e privadas para promoverem, juntamente com a Secretaria da Mulher, ações e políticas voltadas para promoção da igualdade entre mulheres e homens.
Qual é o principal obstáculo para a ampliação da atuação da mulher nas instituições?
Justamente a falta de uma política de valorização do papel das mulheres nas instituições. Ações internas, permanentes e modernas que incentivem a participação delas em cargos de liderança.
O que já foi feito de mais importante na sua gestão?
Jornada Zero, Amor Sem Violência, Empreende Mais Mulher, Rede Sou Mais Mulher e a reforma dos equipamentos públicos de acolhimento e atendimento à mulher.
Acha que a mulher está bem representada na política?
Apesar de termos hoje, no Distrito Federal, a maior bancada feminina no Congresso Nacional, proporcionalmente, contamos com apenas três deputadas distritais. Ainda somos muito poucas!
Você pensa em concorrer de novo à Câmara Legislativa?
A pauta da Mulher sempre foi minha prioridade, portanto, estou atuando nessa função que acredito, compondo a equipe de um governo que eu acredito e isso hoje é prioridade pra mim.
