Presas produzirão chinelos para internos do sistema penitenciário

Enfrentando problemas como superlotação e mortes suspeitas no sistema penitenciário do Distrito Federal, o Executivo local busca alternativas para ocupar o tempo dos presos. A nova empreitada é a criação de uma fábrica de chinelos de borracha – com maquinário que está em processo de compra. As detentas da Penitenciária Feminina do DF, conhecida como Colmeia, devem produzir os calçados. Os produtos serão distribuídos aos internos.
Atualmente, sandálias não são fornecidas pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe). Para não ficarem descalços, os custodiados dependem dos familiares para trazê-las a eles ou, então, precisam adquirir nas cantinas que funcionam nas unidades prisionais. Cada par custa R$ 11, informou a pasta.
A estimativa é gastar R$ 125,5 mil na compra de 10 máquinas de produção dos calçados, mil placas de borracha e 31 mil alças de distintos tamanhos.
O aviso de pregão eletrônico foi publicado na edição de segunda-feira (22/1) do Diário Oficial do Distrito Federal (DF). O documento prevê que os equipamentos e materiais adquiridos devem chegar em até 30 dias após a assinatura do contrato. A licitação para escolha da empresa fornecedora está prevista para ocorrer em fevereiro, segundo a pasta.
A Sesipe sustentou, em nota, que a medida tem como objetivo incentivar o trabalho dentro do sistema, “como forma de ressignificação social”. A iniciativa deve atrair interessadas também por oferecer a possibilidade de diminuição da pena, prevista na Lei de Execução Penal (LEP).
Na Colmeia, há 779 pessoas detidas. São 680 mulheres presas, enquanto há 841 vagas. Na ala psiquiátrica instalada na unidade, estão 99 homens. As informações são da Sesipe.
