Professor da Escola de Música de Brasília é acusado de pedofilia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia da Câmara Legislativa e Polícia Civil do DF cumpriu, na manhã deste sábado (27/5), mandados de busca e apreensão contra um professor da Escola de Música de Brasília.
Após receber denúncia de uma mãe de que o homem teria encaminhado material pornográfico para um aluno de 8 anos, o presidente da comissão, deputado distrital Rodrigo Delmasso (Podemos), e o delegado responsável pelo caso, Reinaldo Lobo, entraram na Justiça com mandado para fazer buscas na casa, no escritório e na escola.
A 8ª Vara Criminal atendeu ao pedido e os agentes apreenderam, neste sábado, tablets, celulares e outros materiais que pertencem ao suspeito.O material será encaminhado para perícia. As buscas estão sendo feitas na Escola de Música de Brasília, num endereço comercial no Lago Sul e na residência do alvo.
A mãe da criança fez a denúncia à CPI na segunda quinzena de abril. Ela relatou que o homem enviou ao filho dela fotos do órgão sexual masculino com fantasia de coelhinho da Páscoa. Ao ver o conteúdo, a mulher ligou para o professor com ameaças de que o denunciaria. Ele respondeu que nada aconteceria e que ela fosse em frente.
A CPI foi criada em 18 de maio de 2016 com o objetivo de apurar a prática de crimes de pedofilia no Distrito Federal. Além disso, visa apontar causas de impunidade e do aumento de número de casos na capital. Em agosto do ano passado, por exemplo, a comissão ouviu o chef de cozinha Renan Felipe Lang, 30 anos, que foi preso em flagrante com material pornográfico infantil.
A Lei nº 1.579 de 18 de março de 1952 determina que as CPIs, criadas na forma do § 3º do art. 58 da Constituição Federal, têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, com ampla ação nas pesquisas destinadas a apurar fato determinado e por prazo certo.
Aulas suspensas
Em nota, a Secretaria de Educação informou que a Escola de Música de Brasília teve as aulas deste sábado (27/5) suspensas. Mas atribuiu a medida à reforma de suas calçadas, obra executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
No entanto, a diretoria da instituição confirmou a busca e apreensão de alguns itens relacionados a um profissional do quadro, cujo nome não foi divulgado. Da escola foram levados um computador da sala dos docentes e pastas com documentos do servidor encontrados dentro dos armários das salas em que ele leciona.
“A pasta reforça que, embora a ação tenha sido realizada nas dependências da EMB, o episódio não reflete o projeto pedagógico da instituição de ensino. A Secretaria aguarda que a investigação da polícia seja concluída com celeridade e já dará encaminhamento para abertura de processo para apurar a questão administrativamente”.
