Professor do primário mostra fotos do “franzino” Endrick na escola

Segundo Francisco Assis, professor de Endrick na infância, o craque já mostrava sua habilidades na quadra da Escola Classe 09 do Gama

Mesmo com talento nato para o futebol, Endrick participava de outros projetos escolares

Muito antes de se tornar uma das grandes estrelas do futebol brasileiro, Endrick mostrava que também era aplicado em outras áreas. Nascido em Taguatinga (DF) e criado em Valparaíso de Goiás, cidade do Entorno do Distrito Federal, ele iniciou os estudos na Escola Classe 09 do Gama, entre 2011 e 2014.

Francisco Assis, um de seus professores na época, disse ao Metrópoles que participou de alguns projetos de alfabetização que eram utilizados para facilitar o desenvolvimento da leitura e da escrita dos alunos, além de outros projetos como o da horta.

Veja:

Mas sempre foi na quadra que ele se destacou, segundo o professor. “Foi lá que Endrick chamou minha atenção, com suas habilidades impressionantes com a bola, muito além dos outros meninos que brincavam com ele”, recordou.

“Em meio às observações, sempre aconselhava para que ele se dedicasse bastante, pois teria um futuro brilhante com o futebol, podendo chegar ao topo principal, jogando em grandes clubes e até mesmo na seleção”, afirmou Francisco.

De acordo com ele, as altas habilidades do menino com a bola eram visíveis. “Sua característica principal ele demonstra até hoje: um jogador explosivo, pensa rápido quando recebe a bola, partindo para cima, passando para o colega ou chutando a gol, tudo isso ele já praticava nas brincadeiras. Sempre demonstrou muita força física, mesmo franzino quando era criança”, garantiu.

Ansiedade além da conta

Segundo Francisco Assis, outra característica marcante no garoto era a ansiedade excessiva. “Durante as atividades em sala de aula, Endrick ficava inquieto, falava muito, era participativo durante as aulas e sempre gostava de ser o centro das atenções”, comentou.

Às vezes, de acordo com o docente aposentado, era preciso intervir. “Sua ansiedade era para ir à quadra. Ele sempre levava uma bola empoeirada em sua mochila, que às vezes era necessário recolher para que se concentrasse na aula”, lembrou. “Mesmo assim, era muito aplicado com suas atividades, tinha facilidade no aprendizado, obediente e respeitador com colegas e professores”, ponderou.

Orgulho

Francisco contou que, quando é perguntado se foi uma honra ter dado aula para um menino que, em tão pouco tempo, se tornou um grande jogador, sua resposta é sempre a mesma.

“Meu maior sentimento pelo Endrick é minha felicidade, por saber que ele se tornou um ‘leão’ para ter dignidade no seu meio social e profissional, ajudando sua família, a quem um dia prometeu uma vida digna”, ressaltou.

Ele disse ainda que sempre acreditou no “garotinho que chegava na escola empoeirado, com um simples chinelo e uma bola já rasgando em sua mochila, que corria feito um maluco para a quadra da escola, descalço para não quebrar o simples chinelo”.

“A escola não o ensinou a jogar bola, mas moldou as suas virtudes: respeito e responsabilidade. Isso, que ele carrega até hoje, talvez tenha levado daqui. Sou muito feliz pelo que o Endrick se tornou e vou continuar torcendo por ele”, garantiu.

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fonte:

Metrópoles

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