Verba para captar água do Lago Paranoá deve ser liberada nesta quarta (15)

O recurso de R$ 55 milhões para executar o plano de captação emergencial de água no Lago Paranoá deverá ser liberado pela União nesta quarta-feira (15).
A previsão é que o presidente da República, Michel Temer, assine o documento que autoriza a transferência do recurso do Ministério da Integração Nacional para o Executivo local, em reunião marcada para a tarde de amanhã com o governador Rodrigo Rollemberg.
Com o dinheiro, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) deverá iniciar imediatamente a licitação e a compra dos equipamentos necessários para a construção de uma estrutura flutuante no Lago Norte.
A ideia, segundo o GDF, é direcionar água para tratamento à beira do reservatório, onde será instalada uma estação compacta com capacidade para captar 700 litros de água por segundo por meio de seis tanques.
Captação no Lago Paranoá em setembro
O novo bolsão vai reforçar o fornecimento de água de regiões administrativas abastecidas pela barragem do Descoberto. “A nossa expectativa é que, em setembro, nós já estejamos captando água do Lago Paranoá”, afirmou o governador Rodrigo Rollemberg.
O plano do GDF para o enfrentamento imediato da crise hídrica contempla também a instalação de um sistema de bombeamento nas proximidades do Parque da Cidade, que permitirá a algumas localidades abastecidas pela Barragem do Descoberto receber água do Reservatório de Santa Maria, reduzindo a demanda da primeira.
São elas Guará I e II, Lucio Costa, Colônia Agrícola Águas Claras, Quadras de 1 a 5 do Setor de Mansões Park Way, Candangolândia, Núcleo Bandeirante e algumas quadras de Águas Claras.
GDF vai recorrer de decisão que determina prazo para o fim do racionamento
Rollemberg anunciou que vai recorrer da decisão da 3º Vara da Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que obriga a Agência Reguladora das Águas (Adasa) a fixar um prazo para o fim do racionamento no DF.
Segundo o governador, a incerteza sobre como estarão os níveis das barragens do Descoberto e de Santa Maria no período de seca torna difícil para o poder público estabelecer uma data.
“Vamos recorrer, pois não temos como estimar qual será o volume de água que teremos nas duas barragens. Isso vai depender muito da evolução das chuvas e da capacidade de armazenamento delas”, explicou.
