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Movimento da extrema direita na América do Sul superou seus líderes e ganhou autonomia, diz analista

Apesar de estarmos a menos de 15 dias de 2023, diante dos acontecimentos das últimas semanas, a impressão que dá é que já chegamos ao meio do ano. Simultaneamente, eventos violentos ocorrem no Peru, Brasil, Colômbia, Argentina e mostram que a região vive uma efervescência política e social.

Artigo

2 semanas atrás

As invasões aos prédios dos três Poderes no Brasil, o atentado contra a vice-presidente da Colômbia (e da Argentina no ano passado) e os protestos – no qual já morreram cerca de 50 pessoas – e a destituição do presidente no Peru completam uma cadeia de episódios de violência e revolta política que preocupa a região e, mais do que isso, põem em xeque a democracia e o Estado de direito no território sul-americano.

Segundo Daniel Prieto, cientista político entrevistado pela Sputnik, é vital que os países possam “entender como funcionam esses movimentos” para que políticas ligadas a ditaduras e Estados totalitários não retornem à região.

Em sua visão, “uma parte da população se mostrou descontente com a ascensão da esquerda e do progressismo e, ao mesmo tempo, se radicalizou a ponto de não mais reivindicar valores constitucionais”.

A desvalorização da Constituição e certa ignorância sobre o que realmente representa uma intervenção militar também são bastante estimuladas pela disseminação de fake news, que atingem todas as classes sociais.

No caso do Brasil, por exemplo, após mais de 1.300 pessoas serem presas ao invadirem prédios do governo, durante os depoimentos dessas pessoas à Polícia Federal, não foram poucos os que não sabiam reconhecer ou diferenciar o que era o Congresso do Palácio do Planalto e usaram a expressão “prédio com rampa” para ilustrar onde estavam e o que acontecia no momento, segundo a coluna de Ancelmo Góis em O Globo.

Outro fator apontado pelo especialista é a influência dos movimentos religiosos, principalmente evangélicos e cristãos, que acontecem em outros países sul-americanos, mas são mais visíveis no caso brasileiro.

Esses movimentos radicais que apelam para figuras autoritárias “reivindicam tristemente essas tentativas de golpe” e levaram a “atos de violência física, belicismo”, chegando até a planejar ataques, explicou Pietro.

O mais recente ataque a autoridades aconteceu na Colômbia na quarta-feira (11), quando os serviços de inteligência colombianos detectaram sete quilos de artefato explosivo na estrada que leva à residência da família da vice-presidente, Francia Márquez, no município de Suarez. Fato que se tratou de um “ataque evidente” contra a dirigente, segundo relato das autoridades policiais.

Membros da minha equipe de segurança encontraram um artefato com mais de 7 quilos de material explosivo na estrada que leva à residência de minha família no povoado de Yolombó, em Suarez, Cauca. Foi destruído de forma controlada pela equipe de antiexplosivo da SIJIN.

Essa é a segunda vez que Márquez sofre um atentado. Em 2019, ela foi alvo de um ataque com granadas e tiros de fuzil por seu trabalho como ativista ambiental na mesma localidade.

A situação de Márquez pode ser relacionada a outro episódio ocorrido em 2022, quando em setembro a comunidade internacional e a esfera política da Argentina ficaram escandalizadas com a tentativa de assassinato contra a vice-presidente, Cristina Kirchner, feita ao vivo enquanto ela falava com apoiadores do lado de fora de sua casa. Na ocasião, um homem identificado pela polícia argentina como o brasileiro Fernando Sabag Montiel se aproximou com uma arma e apertou o gatilho, mas a arma não chegou a disparar.

O vídeo da arma contra Cristina Kirchner

Para Prieto, esses tipos de casos não só partem de dentro dos partidos políticos ou com a influência de figuras representativas como ex-presidentes ou líderes da extrema direita, mas “há também uma base social que formou movimentos e até superou as expectativas discursivas desses representantes“.

O especialista identifica vários elementos envolvidos nesses atos de violência. A primeira é “um discurso antidemocrático que tentou deslegitimar o resultado das urnas para as eleições presidenciais”. Segundo Prieto, tanto no Brasil quanto na Colômbia, já houve campanhas antes das eleições que visavam apontar fraudes eleitorais.

O segundo elemento fundamental para o cientista político é a tentativa de “deslegitimar o poder público, não só o Executivo, mas também o Legislativo e o Judiciário”. Nesse sentido, Prieto sustentou que “há um ataque constante aos Congressos nacionais recém-eleitos”, bem como “às determinações dos tribunais constitucionais” dos diferentes países.

No caso do Peru, o país registrou pelo menos 50 mortos e mais de 600 feridos em confrontos entre manifestantes e forças de segurança no âmbito de protestos que exigem, entre outras reivindicações, a libertação da detenção do ex-presidente eleito Pedro Castillo – destituído no dia 7 de dezembro do ano passado – e a renúncia da presidente Dina Boluarte.

Após quase 50 mortes, os protestos chegaram nesta semana à capital do país, Lima, marcando uma importante escalada nas manifestações, que se concentravam na região andina do país, de acordo com o G1.

Ao mesmo tempo, Pietro alerta que esses movimentos começam a adquirir autonomia e rompem com seus referentes iniciais.

“No caso da Colômbia, não podemos mais dizer que isso está relacionado ao [ex-presidente Álvaro] Uribe, ou no Brasil com [ex-presidente Jair] Bolsonaro ou em Argentina, com [ex-presidente] Mauricio Macri. São movimentos que tendem à autonomia, que superaram seus próprios discursos e que representam um perigo para a própria democracia, para a integridade da ordem pública e da ordem institucional”, reafirma.

Condenação dos movimentos e apoio internacional

Segundo Prieto, é importante o apoio da comunidade internacional que tem “se apressado a rejeitar a violência política e as tentativas de golpe, e a assegurar a democracia nestes países que foram afetados por esta escalada de movimentos extremistas”.

Em sua análise, a cooperação internacional pode ter impacto na resolução de conflitos, mas os governos também devem tomar medidas para desmantelar esses movimentos.

“É fundamental poder evidenciar os valores das mesmas democracias e voltar a apontar que não é através de golpes, de vias antidemocráticas, de violência política, que se conseguem efeitos estruturais no Estado”, constatou.

Prieto também destacou a necessidade para que ações institucionais dos países levem a “entender como funcionam esses movimentos, como se financiam, quais são os objetivos específicos, quais são os representantes políticos que exacerbaram o ânimo para a escalada da violência política“.

Sendo assim, uma vez identificados, é preciso atuar “não apenas por meios punitivos, mas também por meio do diálogo com todos os setores sociais que, de alguma forma, se sentiram descontentes”.

Essa é uma tarefa que exigirá uma forte coordenação entre todos os órgãos do poder público e também por parte da sociedade, ao combater o mal irremediável causado em diversos países pela propagação das fake news e na ajuda para trazer uma maior consciência e discernimento à população.

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Fonte: Sputnik
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