“Não vamos dar dinheiro ao BRB”, diz Lula durante ato do PT em Ceilândia. Veja vídeo

Presidente disse que responsabilidade pela crise do BRB não é do governo federal e que não vai repassar dinheiro para o Banco de Brasília

O presidente Lula e candidatos às eleições de 2026 durante ato de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal Metropoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não vai tirar dinheiro da União para ajudar o Banco de Brasília (BRB) — que enfrenta uma grave crise financeira desde que o escândalo do Caso Master veio à tona. A fala ocorreu na noite dessa quarta-feira (16/9), durante ato do Partido dos Trabalhadores em Ceilândia (DF).https://www.youtube.com/embed/IUD4YOWJNYU

Lula chegou a dizer que a atual governadora do DF, Celina Leão (PP), tenta jogar a responsabilidade da quebra do banco para o governo federal, mas o presidente defendeu que “quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro”. 

“Vocês estão acompanhando o que aconteceu no BRB. A governadora, de forma cínica e mentirosa, tenta jogar a responsabilidade para o governo federal. Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro, do Banco Master. O BRB comprou títulos que não existiam: R$ 12 bilhões. E agora estão dizendo para mim ‘Senhor presidente, se o senhor não der dinheiro, não vai pagar o Bolsa Família’. Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro. Mas não vamos dar dinheiro para o BRB”, declarou Lula.

O chefe do Executivo federal questionou, ainda, onde está o ex-governador do DF Ibaneis Rocha (MDB). Lula afirmou que Ibaneis estaria escondido e “gastando o dinheiro que foi roubado”. 

“Ele quebrou o banco e, quando foi denunciado, retirou a candidatura. E está escondido onde? Gastando o dinheiro que foi roubado. É isso que acontece neste país”, bradou.

Em maio último, Celina Leão foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde teve audiência com representantes do governo federal, para pedir autorização do Tesouro Nacional para um empréstimo bilionário, que pode salvar o BRB.

Celina respondeu ao presidente com a seguinte nota: “Lamento a declaração de um presidente da República que quer quebrar o BRB. Eu pensei que ele fosse presidente do Brasil. Pensei também que os brasilienses fossem brasileiros. Pensei que o DF fizesse parte da República Federativa do Brasil, mas, para ele, não. Age como presidente de um partido. Lamento que aja assim. Ele ajuda, pela segunda vez, os Correios, mas se recusa a dar um aval para um empréstimo ao GDF”, disse.

“Ele pensa pequeno e partidariamente e eu esperava que ele agisse como presidente da República, e não como cabo eleitoral de um candidato que nada fez pelo BRB. O banco pertence à população do DF e não pode servir de disputa partidária, ainda mais num palanque de um comício que sequer reuniu três mil pessoas. O BRB tem seis mil empregados, gera empregos, responde por programas sociais e, mesmo assim, ele e o PT querem destruí-lo. Não conseguirão!”, finalizou a governadora.

GDF cria comissão para recuperar valores e ativos em favor do BRB

O GDF criou uma Comissão Especial de Recuperação de Ativos e Composição Consensual de Danos relacionados ao Banco de Brasília (BRB). O decreto foi publicado na edição desta terça-feira (15/9) do Diário Oficial do DF (DODF).

A comissão foi criada no âmbito da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) e tem como objetivo identificar e negociar propostas para o ressarcimento de danos, a restituição de valores e a recuperação de ativos em favor do BRB. A medida ainda inclui valores que estejam bloqueados pela Justiça.

O grupo também poderá elaborar acordos e termos de compromisso, além de manter contato com o Ministério Público, o Poder Judiciário, o Banco Central e órgãos de controle.

A comissão terá 30 dias para concluir os trabalhos, contados a partir da primeira reunião, que deverá ser convocada em até 5 dias após a publicação do decreto.

O prazo poderá ser prorrogado pela procuradora-geral do DF.

A crise

O BRB entrou em crise após a aquisição de ativos podres do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por suspeita de fraudes financeiras bilionárias. Uma investigação no próprio Supremo apura, na esfera penal, as responsabilidades pela operação, que deixou o banco público de Brasília sob o risco de também ser liquidado.

O presidente aproveitou o momento para pedir voto para o recém-companheiro de partido e candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Leandro Grass (PT), e afirmou que vai se dedicar para elegê-lo governador. “A gente tem uma chance extraordinária. Esse jovem, que herdou de mim o L. Eu queria pedir a vocês, deem uma chance a Brasília. Brasília é uma cidade bonita, nova. Ela precisa apenas ser bem administrada. […] Entrou no PT e é candidato a governador. E eu vou me dedicar para elegê-lo governador de Brasília. Brasília merece o melhor. E o melhor é Leandro”, afirmou.

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fonte:

Metrópoles

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