Polícia Civil faz operação contra mafia colombiana de agiotas no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpre seis mandados de busca e apreensão em residências de integrantes de uma máfia colombiana suspeita de agiotagem e extorsão. A ação deflagrada nesta quarta-feira (30/5) é conduzida pela Coordenação de Repressão Aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf). A operação está sendo realizada nas cidades de Taguatinga, Riacho Fundo, Samambaia e Brazlândia.

As vítimas do grupo são pequenos empresários e comerciantes, donos de lojas de rua e de quiosques em feiras. Os investigados são acusados de cobrar taxas de juros exorbitantes a valores emprestados. Eles ameaçavam agredir as vítimas quando não recebiam do dinheiro.

A organização também contava com indivíduos que divulgavam os “serviços” e atraíam novos clientes. Os folhetos continham detalhes dos valores, parcelas e a taxa diária que os devedores tinham que pagar. Os integrantes da organização devem ser autuados por associação criminosa e crime contra a economia popular.

Bacrim
A prática adotada por colombianos é constantemente alvo de operações policiais pelo Brasil. Além do DF, a atuação dos estrangeiros já foi identificada em Goiás, São Paulo, Maranhão, Amapá, Espírito Santo, Piauí e Pará. Segundo as investigações, o dinheiro obtido na prática criminosa é enviado para a Colômbia a fim de financiar crimes.

Em 2014, a Corf prendeu 17 colombianos acusados do mesmo crime. As investigações comprovaram que eles emprestavam dinheiro a juros de 20%. O valor deveria ser pago em 20 dias. A operação foi batizada de Bacrim.

A cada R$ 10 mil, os agiotas cobravam, diariamente, de segunda-feira a sábado, R$ 600, o equivalente a 6% de juros. À época, os presos chegaram a defender que na Colômbia a atividade é legalizada.

fonte:

Metrópoles

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