Lula: “Aborto existe, mesmo que a lei proíba e a religião não goste”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estranhou toda polêmica gerada sobre fala dele em defesa do legalização do aborto. E repetiu que, como chefe de um dos Três Poderes, precisa tratar o assunto como uma questão de saúde pública e não com valores pessoais.
“Eu tenho cinco filhos, oito netos e uma bisneta. Eu sou contra o aborto. O que eu disse é o seguinte: é preciso transformar isso em uma questão (de saúde) pública. As pessoas pobres, que são de vítima do aborto, têm que ter condição de se tratar na rede pública de saúde. É só isso. Mesmo eu sendo contra o aborto, ele existe”, disse Lula, em entrevista ao Jornal Jangadeiro, da Band News FM, do Ceará.
Em 2021, o Supremo declarou que Sergio Moro foi parcial no julgamento da Lava Jato e, consequentemente, todos os atos processuais foram anulados. Lula, portanto, tornou-se elegível outra vez e, recentemente, confirmou pré-candidatura para concorrer às eleições presidenciais de 2022, tendo Alckmin como vice na chapa.

Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido como Lula, nascido em 1945, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e político brasileiro. Natural de Caetés, no Pernambuco, foi o 35º presidente do Brasil.

De origem simples, Lula se mudou para São Paulo com a família quando ainda era criança. Na infância, trabalhou como vendedor de frutas e engraxate para ajudar na renda de casa.
Mais tarde, tornou-se auxiliar de escritório, foi aluno do curso de tornearia mecânica no Senai e, tempos depois, passou a trabalhar em uma siderúrgica que produzia parafusos, onde perdeu o dedo mínimo da mão esquerda.
Em 1966, Lula começou a trabalhar em uma empresa metalúrgica. Em 1968, filiou-se ao Sindicado de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e, em 1969, foi eleito para a diretoria do sindicato dos metalúrgicos da cidade.
Durante a ditadura militar, liderou a greve dos metalúrgicos e foi preso, cassado e processado com base na lei vigente à época. Foi justamente nesse período que a ideia de fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) surgiu.
Para formar a sigla, juntou representantes de movimento sindicais, sociais, católicos e intelectuais. Lula se tornou o primeiro presidente do PT. Durante o período de redemocratização, foi um dos principais nomes do Diretas Já e, no mesmo período, iniciou a carreira política.
Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 1989, concorreu pela primeira vez às eleições presidenciais, perdendo para Collor. Lula disputou a vaga no Palácio do Planalto outras duas vezes até ser eleito, em 2002.
Cumprindo o primeiro mandato, foi reeleito em 2006, após disputa com Geraldo Alckmin, e permaneceu como presidente até 31 de dezembro de 2010.
Durante o período em que foi chefe de Estado, ficou conhecido pelos programas sociais Fome Zero e Bolsa Família, pelos planos de combate à pobreza e pelas reformas econômicas que aumentaram o PIB brasileiro. No exterior, Lula foi considerado um dos políticos mais populares do Brasil e um dos presidentes mais respeitados do mundo.
Após passar o bastão presidencial à Dilma Rousseff, Lula começou a realizar palestras nacionais e internacionais. Em 2016, foi nomeado por Dilma para comandar a Casa Civil, mas foi impedido de exercer a função pelo STF.
Em 2017, foi condenado pelo até então juiz Sergio Moro por lavagem de dinheiro e corrupção, resultado da operação que ficou conhecida como Lava Jato. A sentença levou Lula à prisão até 2019, quando o ex-presidente foi solto após o STF decidir que ele só deveria cumprir pena depois do trânsito em julgado da sentença.
Em 2021, o Supremo declarou que Sergio Moro foi parcial no julgamento da Lava Jato e, consequentemente, todos os atos processuais foram anulados. Lula, portanto, tornou-se elegível outra vez e, recentemente, confirmou pré-candidatura para concorrer às eleições presidenciais de 2022, tendo Alckmin como vice na chapa.
Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido como Lula, nascido em 1945, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e político brasileiro. Natural de Caetés, no Pernambuco, foi o 35º presidente do Brasil.
Mais sobre o assunto
“Ele [o aborto] existe, por mais que a lei proíba, por mais que a religião não goste”, jutificou o ex-presidente, que será lançado candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Lula também apontou a diferença de como o assunto é tratado entre as classes mais baixas e as mais altas. “Uma pessoa que tem um poder aquisitivo bom procura uma clínica boa. E, quem sabe, viaja até para o exterior”, repetiu o petista. “O Estado tem que dar atenção a essas pessoas pobres. Não pode abandonar.”, destacou.l
O petista foi alvo de críticas de religiosos e bolsonaristas por ter defendido a legalização da prática no Brasil, visto que mulheres pobres, muitas vezes, morrem ao se submeterem ao aborto clandestino em condições desfavoráveis.
