Bolsonaro critica chapa Lula-Alckmin: “Pelo poder, se uniram”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (11/4) a aliança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), anunciada na semana passada.
“O Lula já fechou o time, escalou o vice ali, que é o Geraldo Alckmin. O Alckmin era um ferrenho opositor do Lula por décadas. E atacava o PT de tudo que era maneira e com ataques positivos. Agora mudou, né? Pelo poder, se uniram. Ou seja, se eram inimigos lá atrás e são amigos hoje, ou mentiam lá atrás ou mentem atualmente”, criticou Bolsonaro em entrevista ao site O Liberal.
Alckmin e Lula disputaram as eleições presidenciais de 2006. Ex-adversários políticos, os dois se aproximaram nos últimos meses e apareceram juntos pela primeira vez no fim do ano passado, em jantar organizado por um grupo de advogados em São Paulo.
Na última sexta-feira (8/4), uma reunião na capital paulista selou a apresentação do nome de Alckmin para a vaga de vice do ex-presidente Lula na corrida presidencial deste ano.

Em 8 de abril de 2022, durante uma reunião em São Paulo entre o PSB e o PT, o nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) foi oficializado para a vaga de vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial deste ano.

Quinze anos depois de concorrerem como rivais nas eleições ao cargo de chefe do Executivo federal, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) ensaiam formar aliança inusitada para 2022.

Lula e Alckmin disputaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2006 em uma campanha marcada por ataques mútuos. Lula saiu vencedor com 48,61% dos votos.
Após a derrota, Alckmin seguiu como oposição ferrenha a Lula, no entanto, recentemente, e mirando nas eleições de 2022, o ex-presidente tem mostrado interesse em ter Alckmin como vice.
O ex-governador, inclusive, tem sinalizado favoravelmente ao petista.
A aliança entre os políticos é estratégica. Ter Alckmin como vice pode atrair setores do mercado e do empresariado que resistem ao nome de Lula como candidato à Presidência da República.
O tucano pode, também, agregar mais votos de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
De acordo com pesquisa realizada em setembro pelo Datafolha, Alckmin estava na liderança para o governo paulista.
A aliança entre os políticos ainda não foi oficializada. Além das questões legais da política eleitoral, o acerto também dependeria de um acordo sobre a qual partido o ex-governador se filiaria.
Ao ser vice de Lula, o ex-governador pode ganhar ainda mais projeção política, que o beneficiará durante possível corrida presidencial em 2026.
Pouco antes do Natal, Lula e Alckmin tiveram o primeiro encontro. O evento aconteceu na sede do Instituto Lula e reuniu nomes do PSB, como o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira; o governador de Pernambuco, Paulo Câmara; o prefeito do Recife, João Campos; e Márcio França, ex-governador de São Paulo.
Em 18 de março de 2022, Alckmin anunciou a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), depois de 33 anos no PSDB. O ex-tucano esperou o PSB se acertar com o partido de Lula para anunciar a nova casa. Entre as exigências que fez, no entanto, está a garantia de que será vice na chapa do ex-presidente.
Em 8 de abril de 2022, durante uma reunião em São Paulo entre o PSB e o PT, o nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) foi oficializado para a vaga de vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial deste ano.
Quinze anos depois de concorrerem como rivais nas eleições ao cargo de chefe do Executivo federal, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) ensaiam formar aliança inusitada para 2022.
Mais sobre o assunto
Sobre a disputa à cadeira de presidente, Bolsonaro afirmou que “tudo demonstra” que a concorrência vai ser ele e o ex-presidente Lula.
Braga Netto na vice
Bolsonaro ainda indicou que há 90% de chance de o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto ser vice no projeto de reeleição. Já foi indicado que o atual vice, general Hamilton Mourão (Republicanos), não seguirá na chapa.
“O meu vice atualmente é um general de Exército, pode ser que eu continue como vice com também um outro general de Exército”, afirmou o presidente. “Isso dá credibilidade à nossa chapa, dá respeitabilidade à mesma.”
“Já adiantei que tem 99% de chance de ser mineiro. É o que posso falar até agora. Então, diminui bastante esse setor. Não é por ser mineiro, não é por ser nordestino, isso aí é consequência, é segundo plano, mas ajuda. Você prestigia grandes concentrações de eleitores e ajuda na campanha”, prosseguiu.
Em seguida, ao ser questionado sobre o percentual de chance de o general ser confirmado, Bolsonaro respondeu: “90% o Braga Netto está fechado”.
