Criança é internada após contato com detergente da Ypê sob suspeita de contaminação; Anvisa mantém suspensão de lotes
A autarquia manteve a suspensão das atividades relacionadas aos produtos afetados

Uma criança segue internada em Natal (RN) com suspeita de intoxicação após contato com lotes contaminados de detergente da marca Ypê, que atualmente sofre embargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por falhas sanitárias. Enquanto isso, a autarquia manteve a suspensão das atividades relacionadas aos produtos afetados, após decisão desta sexta-feira, 15.
O caso teria começado no dia 4 de maio — três dias antes da suspensão determinada pela agência — quando a mãe da criança comprou um detergente identificado com lote final 1. No dia seguinte, o produto foi utilizado na residência e, em 6 de maio, a menor passou a apresentar manchas na pele.
A criança foi encaminhada para uma unidade de saúde, onde permaneceu em tratamento por oito dias com uso de adrenalina e medicamentos antialérgicos. Mesmo após o atendimento inicial, precisou ser transferida para uma unidade hospitalar especializada.
Apesar da melhora aparente, familiares afirmam que os sintomas continuam surgindo. “Durante oito dias foi aquela luta, tomando adrenalina, anti-alérgico. Aparentemente ela está bem, mas a intoxicação está aparecendo a todo o tempo”, relatou um familiar à CNN.
Ypê tenta retomar atividades
Após a suspensão dos produtos, a Ypê apresentou recurso administrativo à Anvisa solicitando a retomada das atividades, sob alegação de que teria corrigido as irregularidades apontadas pela fiscalização.
Contudo, o diretor-presidente da Anvisa e relator do caso, Leandro Safatle, afirmou que as medidas adotadas pela empresa ainda não são suficientes para garantir a segurança da produção, mantendo a suspensão das atividades relacionadas aos produtos investigados.
Com isso, o colegiado da agência decidiu, por unanimidade, pela continuidade da suspensão da fabricação, comercialização e uso de 24 produtos da marca, incluindo detergentes, sabões líquidos e desinfetantes.
Sistema considerado ineficiente
Um dos principais pontos apontados no relatório da Anvisa envolve os sistemas de prevenção da fábrica da empresa em Amparo, no interior de São Paulo.
Segundo a agência, a fabricante falhou em identificar e tratar adequadamente os lotes contaminados mesmo após detectar a irregularidade, permitindo que produtos potencialmente perigosos chegassem ao mercado. “O sistema, além de não prevenir a contaminação, falhou após detectá-la, não identificando e tratando adequadamente os lotes afetados. Portanto, há o risco potencial de produtos contaminados serem comercializados”, afirmou Safatle.
A Anvisa também identificou falhas nos processos de controle de qualidade, incluindo problemas relacionados à água utilizada na fabricação dos produtos.
Apesar da manutenção do embargo, a agência determinou a suspensão temporária do recolhimento dos produtos afetados. A empresa deverá apresentar futuramente um plano detalhado para execução do recall.
Enquanto isso, a Anvisa segue conduzindo um processo administrativo que pode resultar em novas sanções e multas contra a fabricante.
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