Como todos queriam, Neymar deixa individualismo e assume protagonismo

 

 

Neymar fez nessa quarta-feira (27/6), diante da Sérvia, a sua melhor partida na Copa do Mundo da Rússia. O principal jogador da Seleção Brasileira deixou de lado o individualismo bobo para jogar pela equipe. Atuando a maior parte do tempo aberto pelo lado esquerdo do campo, ele fez boa parceria com Philippe Coutinho, teve apoio de Filipe Luís, deixou companheiros de ataque na cara do gol e cobrou o escanteio na cabeça de Thiago Silva no lance que culminou com o segundo gol da Seleção. Foi quase o Neymar que se espera dentro de campo.

 

Desde que a Copa do Mundo começou, o atacante vinha sendo protagonista mais pelas polêmicas do que pela bola que vinha jogando. Do excesso de individualismo da estreia contra a Suíça ao pênalti cancelado na partida contra a Costa Rica por uma queda espalhafatosa, o jogador parecia mais dedicado a mostrar ao mundo o seu próprio desempenho do que o da Seleção.

 

Coincidência ou não, Neymar também pareceu ter dado ouvido aos que o acusaram de ser “cai-cai”, crítica vinda sobretudo da mídia estrangeira. Contra a Sérvia, o craque voltou a ser o mais visado pelos marcadores, mas em vez de cavar as faltas procurou seguir as jogadas. Foi assim no primeiro tempo, foi assim no segundo.

 

O empenho do atacante dentro de campo foi reconhecido pela torcida brasileira, que mais uma vez foi maioria no estádio. Pela primeira vez na Copa do Mundo de 2018, Neymar teve o seu nome gritado pela torcida — foi no segundo tempo, momentos antes de fazer a cobrança de escanteio que resultaria no segundo gol do Brasil.

 

O reconhecimento da torcida também deu ao craque a liberdade de querer ser o maestro das arquibancadas. Em mais de um momento, Neymar levantou os dois braços em relação à torcida brasileira pedindo por mais apoio e barulho. Foi atendido. O craque, enfim, caíra no gosto do torcedor.

 

A boa atuação, contudo, não foi suficiente para que o jogador se dispusesse a dar entrevistas na saída do estádio. Após a partida, Neymar mais uma vez passou pelos jornalistas sem dar declarações — nem mesmo um “não vou falar hoje” ele se dispôs a falar. Optou, como na semana passada, por se manifestar apenas pelas redes sociais. “Primeiro objetivo conquistado. Parabéns, rapaziada. Vamos, Brasil”, escreveu o atacante. O próximo objetivo será nesta segunda (2/7), em Samara, contra o México.

 

Confirmação

O bom rendimento de Neymar na partida contra a Sérvia acabou confirmando a previsão feita pela comissão técnica da Seleção Brasileira. Desde que o jogador voltou a atuar, no segundo tempo do amistoso contra a Croácia em Liverpool, que o Brasil venceu por 2 a 0 com ele fazendo o primeiro gol, Tite tem dito que ele demoraria até cinco partidas para conseguir retomar o melhor ritmo.

 

Neymar foi bem nos 45 minutos daquele jogo disputado em 3 de julho, teve desempenho aceitável uma semana depois nos 3 x 0 sobre a Áustria, também em amistoso, mas nas duas primeiras partidas da Copa o seu desempenho caiu. Ele acabou criticado, pelo individualismo que se mostrou infrutífero, e também pelo destempero que demonstrou na partida contra a Costa Rica, quando chegou a levar um cartão amarelo por reclamar acintosamente com o árbitro.

 

Tite, em sua fiel defesa de Neymar, não quis dizer nessa quarta-feira (27) se tomou a iniciativa de pedir ao atacante que jogasse de maneira coletiva e principalmente que se controlasse. “Por uma questão de ética eu não externo o que falo para meus jogadores”, disse o treinador da Seleção. No entanto, ao ser questionado sobre a melhora de produção do jogador, preferiu listar vários jogadores que, em um momento ou outro da Seleção sob seu comando, foram protagonistas.

fonte:

Metrópoles

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